O relatório “Demanda Futura por Água em 2050”, publicado pelo Instituto Trata Brasil, afirma que o país precisará produzir cerca de 10,7 bilhões de metros cúbicos de água a mais do que em 2023 para atender à demanda crescente das próximas décadas.
Isso significa elevar a produção nacional de 18 bilhões para aproximadamente 28,7 bilhões de m³ até 2050, um acréximo de 59,3% em relação a 2023, considerando o avanço populacional, econômico e o impacto das mudanças climáticas.
Além do aumento da produção, o estudo destaca a urgência em reduzir as perdas na distribuição, que ainda chegam a cerca de 40%, para garantir o abastecimento e preservar os mananciais.
O Lei 14.026/2020 (Marco Legal do Saneamento) define que até 2033:
- 99% da população deve ter acesso à água potável;
- 90% deve ter coleta e tratamento de esgoto.
O Lei 14.026/2020 (Marco Legal do Saneamento) define que até 2033:
- 99% da população deve ter acesso à água potável;
- 90% deve ter coleta e tratamento de esgoto.
Para alcançar essas metas, os investimentos anuais precisarão subir de R$ 20 bilhões para cerca de R$ 45 bilhões até 2033.
Apesar de avanços, o país ainda está distante das metas. A cobertura de esgoto tratado é de apenas 49,4%, com situações ainda mais críticas nas regiões Norte e Centro-Oeste.
A crise climática agrava os desafios: secas prolongadas e menor disponibilidade hídrica, especialmente no semiárido.
Este cenário, combinado ao crescimento da demanda, compromete o atingimento das metas de universalização.
A eficiência operacional assume papel prioritário no debate sobre saneamento, ao contribuir de forma decisiva para diminuir a necessidade de ampliação da produção de água potável.
- Reduzir perdas na distribuição;
- Ampliar infraestrutura de abastecimento e esgoto;
- Fortalecer a gestão integrada dos recursos hídricos.
São necessários investimentos contínuos, gestão eficaz e políticas públicas robustas para garantir acesso universal à água e saneamento até 2033.